quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Uma lição para vida toda

Quando paro para me recordar um pouco da minha infância, percebo o quanto tenho histórias para contar. Brinquei muito, aprendi e ainda aprendo coisas que vou levar para a minha vida toda. E entre estas, tem uma história em especial que jamais vou me esquecer.  


Já faz alguns anos, mas é uma coisa que jamais vou me esquecer. Aconteceu quando eu tinha 8 anos de idade e descobri que eu era dotada, quem resolveu me contar tudo foi meu pai. Era um domingo dia das mães, e ele contou uma história linda só para poder me contar tudo. Na hora a ficha não caiu, pois quem me ver perto da minha família, percebe que não tem nem como isso acontecer. Pois somos bastante parecidos, fisicamente. Então achei que meu pai estava inventando tudo, queria brincar o pouco comigo. Porém ao chegar à noite a família toda, já havia confirmado a história.
Desde então não fiquei com raiva, nem sentir magoa de ninguém. Apenas agradeci a Deus por ter cuidado de mim, e ter me dado uma família linda.

Porém passado duas semanas dessa “revelação”, estava eu na casa de meu pai, dentro do quarto onde eu costumava ficar. Tinha acabado de acordar quando resolvi ir à cozinha, porém quando ouvir que o que meu pai estava conversando com a minha madrasta era assunto sério, resolvi dá meia volta. Mas algo me parou na porta do quarto, meu pai estava falando aparentemente sobre eu, então fiquei bem atenta a conversa.
Percebi pelo tom da voz do meu pai que ele estava em meio de uma dúvida, então parei para prestar mais ainda atenção.

Pai: - Para falar a verdade filha (apelido que meu pai chama minha madrasta), eu não aguento mais ela, nem sei por que eu inventei de adotar ela. Só está me dando bastante trabalho. Além disso, já viu na bagunça que ela fez de ontem à noite para cá? Isso aqui tá um chiqueiro, um absurdo tudo isso. Não aguento mais, vamos devolver!!

Madrasta:- Tenha calma, quem sabe nós podemos ver um jeito de ela se se acostumando?

Pai:- Não! Cansei essa manhã mesmo estarei procurando alguém para doar ela. E sem mais conversa.

Assim que ouvi tudo isso comecei a chorar, na minha cabeça ela só poderiam está falando de mim. Quem mais é adotada na família? Que eu saiba ninguém. Então como eu era a rainha do drama, inventei de escrever uma carta para o meu pai, falando que eu ia fugir de casa já que ninguém mais me queria.. Nem arrumei nada, abrir o portão de casa e sair chorando.

Mas a minha tentativa de fugir não deu muito certa, 15 minutos depois meu pai havia me encontrado na rua, após ter levado um grande susto de um carro ter quase me atropelado e me levado para casa.
Chegando em casa ele me mostrou uma cadelinha, que estava presa no quarto, pois na noite passada tinha feito uma grande bagunça na casa toda. E que a conversa que eu havia escutado, não tinha nada comigo e sim com a cadela. Que ele me amava, e nunca tinha se arrependido de me adotar. Que tudo era questão de falta de interpretação.  Eu como era uma grande chorona, chorei mais ainda.

Se você chegou até aqui lendo tudo isso, deve está se perguntando o que tem a ver o titulo com essa história. Mas essa semana aconteceu algo comigo que fez lembrar essa história toda.  Tem coisas que nos permitimos que aconteça conosco por falta de interpretação, permitimos feridas por não filtrar certas palavras, atitudes e pensamentos.  Sempre olhamos a situação com os nossos olhos e não com o olhar aberto, vendo todos os lados.  Quando isso acontece entendemos uma situação de uma formar errada, já tiramos diversas conclusões.  Dificilmente chegamos para o que não entendemos e procuramos saber se é realmente o que estamos pensando.

Vamos começar a olhar as coisas com mais empatia, procurando sempre saber se aquilo que nossos olhos viram ou o que ouvimos, são realmente verdadeiro. Só assim, vamos parar de julgar o outro e de machucar os nossos sentimentos!




8 comentários:

  1. Que lindo, amiga! Amei o texto!

    Adivinha? Indiquei o seu blog para responder uma TAG, hahahaha, passa lá pra conferir.

    http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2016/09/beds-post-n-16-tag-versatile-blogger.html

    Beijoooo! =)

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    1. Correndooooo para lá Cecy, muito obrigada ^^

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  2. Pois é, é difícil vermos as situações de outras perspectivas, e acabamos tomando decisões precipitadas. Mas nada que uma boa conversa, não esclareça.
    Linda história, Sarinha!

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    1. Exatamente...As vezes é só conversar. Obrigada Davi *_*

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  3. Cara que história super ameii o seu post, e ele não ficou cansativo de ler amo quem escreve assim você tem dom só pode beijo e fica dom DEUS
    primaveeraa.blogspot.com

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    1. Obrigada Samara, agradeço demais por sua visita por aqui. Beijosss...

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  4. Adivinha? Hahahaha....


    http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2016/09/beds-post-n-29-tag-140-caracteres.html

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Oiii... obrigada pela sua visita ^^
Espero que tenham gostado do blog :D
Caso encontrou algum erro ortográfico avise que vai ser corrigido.
Volte mais vezes *_*

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