quinta-feira, 19 de março de 2015

Cadê as crianças???


Ando pelas ruas e não vejo nenhuma criança correndo por está brincando de pega pega, não vejo nenhuma criança procurando um lugar bom para se esconder antes que o tempo acabe. Fui à outra rua  achando que tinha algo errado na rua que eu estava. Mas não encontrei nada. Nenhuma criança brincando de bicicleta, de pular corda  ou de amarelinha. Desesperada entrei nas casas para encontrar alguma brincando de boneca ou de carrinho e não encontrei. Voltei para rua e olhei para o céu, cadê as pipas? Olho para o chão e não vejo nenhuma bolinha de gude. Mas sempre  tinha uma competição de bolinha de gudes. Só pode esta acontecendo alguma coisa de errado.


  Começo a suar, então peço permissão para entrar nos quartos das casas que vejo na minha frente. E não consigo encontrar em um quarto tão grande para um pequeno, uma casinha feita por lençóis que pegou escondido da mãe. Não consigo ver colchões sendo usados como escorregador. Procuro nas estantes e não encontro nenhum livro que tenha princesas sendo salvadas pelos seus príncipes encantados, ou nenhuns gibis da turma da Mônica para rir enquanto o Cebolinha fala tudo “elado".
Não é possível  que eu não esteja encontrando tudo isso, já que isso são retratos de uma incrível infância.
Cadê aquelas crianças que sempre achava que um delicioso almoço era pegar as folhas das árvores e colocar nas panelinhas? Ou aquelas crianças que amavam sentar no colo do  pai para ouvir uma boa estória.
Cadê aquelas crianças que mesmo com poucos brinquedos não ligavam porque tinham imaginação suficiente para inventar brinquedos novos. Procuro aquelas crianças que achava que a rua era o melhor lugar até a mãe ter que chamar para entrar, mas que alegria não acabava porque depois de um bom banho sentava no sofá para assistir o seu desenho preferido, comendo um biscoito com medo de o seu rosto ficar parecido com o biscoito.

Não acho aqueles que eram empolgados em casa, mas quando os pais apresentavam a alguém era a timidez em pessoa. 
Não encontro também àqueles que sempre acharam que a casa da avó era o melhor lugar do mundo, e que era na escuridão que seus medos poderiam aparecer.

Acho que não adiantar procurar tanto porque não vou encontrar essas crianças nas ruas, porque elas já cresceram.
E pensaram que ia ver tudo que passou nas crianças que ficariam nos seus  lugares. Mas estavam enganadas porque essas novas crianças não conhece tudo isso que foi citado.


Então a única esperança que tenho é procurar dentro dos que cresceram a eterna criança que está  guardada bem no fundo. Para que essas eternas crianças me mostre onde estão as  crianças??

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